Collection: Repetto Paris

 

 

A Repetto nasceu em Paris, em 1947, pelas mãos de Rose Repetto, que começou por criar sapatos de dança para o filho, o bailarino e coreógrafo Roland Petit. Foi a partir desse universo que desenvolveu o seu famoso savoir-faire e a técnica cousu retourné, em que o sapato é cosido do avesso e posteriormente virado, permitindo uma construção flexível e confortável. A técnica, inicialmente pensada para a dança, tornou-se uma das assinaturas da Maison Repetto.

Hoje, os sapatos Repetto continuam a ser produzidos nas oficinas da Dordogne, em França, onde os artesãos trabalham os melhores couros e acompanham cuidadosamente cada etapa da fabricação. Os pares são submetidos a vários controlos para garantir conforto, qualidade e estética e são acabados à mão, respeitando uma tradição que a marca continua a adaptar às exigências contemporâneas. A produção mantém-se em séries limitadas.

A história da Repetto está profundamente ligada à dança, mas a marca conseguiu transformar essa herança numa linguagem própria para o dia-a-dia. A delicadeza das linhas, a leveza e a simplicidade dos seus modelos fizeram dos seus sapatos peças reconhecíveis muito para além do mundo do ballet.

Há também uma outra razão pela qual a Repetto me interessa: a relação da marca com personalidades que têm, ou tiveram, uma identidade muito própria. Brigitte Bardot tornou as Cendrillon inseparáveis da sua imagem, depois de Rose Repetto as ter criado especialmente para ela em 1956. Zizi Jeanmaire deu o nome às célebres Richelieu Zizi e Serge Gainsbourg transformou-as numa das suas imagens de marca. Mais tarde, Jane Birkin, Amy Winehouse, Kate Moss, Mick Jager e outras personalidades continuaram a levar Repetto para universos muito diferentes, da música à moda e ao cinema.

Porque escolhi a Repetto para a Bah Oui

Porque gosto da mistura entre tradição, simplicidade e personalidade. Gosto da história da marca, da delicadeza das suas linhas e da forma como uma peça aparentemente simples pode ganhar uma identidade completamente diferente dependendo de quem a usa. São sapatos com uma história muito forte, mas que não precisam de ser usados por uma bailarina para fazer sentido.

Na Bah Oui, escolho os modelos que me parecem mais especiais e que consigo imaginar a acompanhar muitas das nossas clientes durante muito tempo.