A Inês
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© Vitorino Coragem
A voz da Inês Maria Meneses já entrava em minha casa, no rádio do carro, no atelier, diariamente, muitos anos antes de a Bah Oui ser sequer uma ideia. Mais tarde, enquanto ainda desenhava o que viria a ser esta loja, os seus programas, entrevistas e escolhas musicais continuavam a acompanhar-me.
A Inês interessou-se pela Bah Oui com as minhas primeiras publicações no Instagram, e trocámos mensagens ainda com o espaço em obras, o que viria a ser loja, ainda tudo por fazer. Só nos conhecemos no dia da inauguração, e foi à Inês que vendi a primeira peça da Bah Oui: um twilly de seda preto e branco às bolinhas, que ainda hoje a acompanha. Lembro-me perfeitamente desse momento, o primeiro multibanco, o primeiro saco Bah Oui.

© Vitorino Coragem
As visitas e a presença da Inês tornaram-se regulares, algumas mais públicas, entre fãs dos seus livros, programas e serigrafias e clientes da Bah Oui, entre lenços de seda, boinas e acessórios, com a apresentação e leitura do "Caderno de Encargos Sentimentais" e também a venda das suas serigrafias. Momentos sempre muito felizes, com a loja a emprestar-se por umas horas a outro tipo de trocas, trocas de valor sentimental. Passámos a outro nível, por vezes mais confessional, como acontece com as pessoas com quem se partilham afinidades.
Muitas das músicas que hoje tocam nas playlists da Bah Oui chegaram-me através dela e dos seus programas, nem que seja por isso está sempre aqui presente.
Obrigada, Inês. "O Coração Ainda Bate"
Bah Oui!
